Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes.
Mateus 12:7 NVI
Vivemos em uma
realidade onde, com facilidade, nos esquecemos da misericórdia e temos uma
tendência enorme a sermos juízes. É importante salientar que os sacrifícios, em
si, não são ruins. O problema surge quando são valorizados de forma exagerada ou
praticados sem uma verdadeira mudança de vida – neste caso, tornam-se vãos.
Não podemos nos
esquecer de um ponto crucial do evangelho: um dos maiores mandamentos do Senhor
é amar o próximo como Ele nos amou (João 13:34). Um amor que não é teórico nem
seletivo. Ele é prático, visível e transformador.
A Palavra diz
que não há um justo sequer (Romanos 3:10), e que a nossa justificação é única e
exclusivamente pela Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos 3:24). Diante
disso, surge uma pergunta inevitável: por que tantas vezes não manifestamos a
misericórdia recebida na vida de outras pessoas? Por que somos tão implacáveis?
Não estou
dizendo para sermos condizentes com o erro, pois a própria Escritura nos ensina
que a correção é necessária (Provérbios 29:15), mas ela precisa ser em amor.
Verdade sem amor gera dureza; amor sem verdade nos leva à permissividade. O
evangelho nos chama ao equilíbrio.
Todos nós somos
pecadores e estaríamos destituídos da glória de Deus, não fosse o sacrifício de
Jesus (Romanos 3:23). Uma vez justificados, andamos de glória em glória para
sermos aperfeiçoados n´Ele. Essa transformação, porém, não pode permanecer
apenas em nós. Somos chamados a manifestar a graça recebida na vida dos que nos
rodeiam, a transbordar na vida de outros, ser LUZ neste tempo de escuridão.
A Palavra nos
comissiona, e não podemos ser negligentes. Somos filhos, discípulos do Senhor, embaixadores
do Reino. Fomos chamados para anunciar a Palavra e para ser a carta lida
àqueles que ainda não conhecem a Cristo.
Por isso, é necessário
alinhar nossa vida à vontade do Pai. Alinhar nossas ações ao que a Palavra
ensina. Não basta apenas professar a fé, é preciso viver aquilo que declaramos
como verdade.
Jesus afirma: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”
(João 14:23). Este amor precisa ser visível, especialmente na forma como usamos
de misericórdia com nossos irmãos. Pois se não somos capazes de amar quem nós
vemos, como poderemos amar a Deus a quem não vemos? (1 João 4:20).
Ao excluirmos a
misericórdia e o amor de nossa prática cristã, deixamos de refletir o
verdadeiro evangelho de Jesus.
Para nossa
reflexão:
- As pessoas conseguem perceber Cristo em nossas ações?
Que o Senhor nos
guie e que possamos ao longo de nossa jornada ser cada vez mais parecidos com
Jesus.
Deus te abençoe.
by Raffaella Shen

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